Kagami Kouhei vive uma vida normal. Mais que normal, sem cor. Seus pais verdadeiros morreram quando ele era pequeno e ele foi adotado pela família de um amigo de seu pai, mas mesmo com a convivência por tanto tempo ele não consegue se considerar parte da família. Sua vida escolar não é nada mal; ele é considerado um estudante de honra bem visto por todos os professores...e ainda assim ele apenas transforma oxigênio em gás carbônico dia após dia. Mas tudo na vida pode mudar dependendo se reagimos ou não ao que acontece a nossa volta. E Kouhei terá pelo menos três chances de mudar sua vida...ou melhor, começar a viver.
Yume Miru Kusuri ganhou uma versão americana pela produtora G-Collections (que fez um bom trabalho, mas tem alguns erros de digitação nas primeiras horas de jogo que incomodam um pouco... mas isso é o de menos) tem um dos melhores roteiros que já vi, comparável a Kimi Ga Nozomu Eien; eles são bem parecidos por não terem nada de mágico, sobrenatural ou fantasioso como em Tsukihime, Kanon, Shuffle ou outros. A história é bem atual e realista por assim dizer, Kouhei se depara com problemas que volta e meia aparecem na vida de qualquer jovem (e não pensem você que apenas pela história se passar no Japão que essas situações não acontecem de forma parecida por aqui). Não tem como não identificar uma ou outra coisa que aconteceu no game com alguma coisa que você viveu ou presenciou, e é justamente isso que faz o enredo de Yume Miru Kusuri ser tão bom.
Cada uma das três heroínas do game tem uma história e personalidade próprias e bem desenvolvidas, o que leva a três finais completamente diferentes dependendo das suas decisões durante o game. A singela Aeka é uma menina avoadinha mas muito doce, mas é vítima de bullying por quase todo mundo da sua classe, e muitas vezes é vítima de atos MUITO cruéis. Já a geniosa Mizuki é a presidente do conselho estudantil, mas apesar de aparentar ser uma aluna perfeita, vive se esquivando das responsabilidades do seu cargo, sempre procurando fugir pela tangente. E a misteriosa Nekoko, uma auto-intitulada “Fada” que corre pelas ruas do centro da cidade numa roupa que mais parece um cosplay de alguma coisa e procurando um “reino mágico” enquanto arruma confusões com a polícia e yakuzas, como se estivesse muito doidona...
Cada uma delas tem uma história bem diferente e distinta; e eu duvido você se não comover e em certos casos, até se identificar com elas. Claro, este ainda é um bishoujo game, e sim, temos alguns eventos e cenas hentais. Mas as cenas não tão são gratuitas como em outros games onde você mal viu como é a personalidade da menina e depois de cinco minutos de jogo já “passou a cartilha” nela. Em Yume Miru Kusuri as cenas são tão ecchi como em outros games, mas (geralmente) não acontecem de forma tão forçada e sem noção; elas estão bem inclusas no clima do enredo.
Não preciso dizer que tanto pelo teor da história como pelas cenas hentais, este game é APENAS para maiores de 18 anos. Sério mesmo, as três histórias são excelentes, mas você precisa ter certa maturidade para aproveitar. E se for para ver sacanagem pura, recomendo que tente outro game em vez deste (tente um da ZyX; tem sacanagem de sobra mas são bem divertidos...). Mas se resolver encarar não vai se arrepender.
Sem querer exagerar: Yume Miru Kusuri até agora foi o melhor bishoujo game traduzido para o inglês (oficialmente) que peguei até agora. Eu diria que é obrigatório, especialmente para quem gosta de uma história que tem a ver com a realidade que vivemos; ainda que a história se passe no Japão, como eu disse antes as situações que acontecem NÃO são apenas mera ficção. Joguem que vocês certamente vão concordar comigo...
Dica MUITO importante: Deixe para terminar com a Aeka por último, por favor!!! Você pode começar tanto pela rota da Mizuki como pela Nekoko, mas faça como eu digo e deixe a rota da Aeka para depois das outras duas. É a melhor das três sem dúvida nenhuma, e você vai se arrepender se não fizer como eu digo...^^

3 comentários:
Muito bom o review, me deixou muito curioso para jogar esse bishoujo XD
É exatamente esse tipo de jogo que gosto, com uma excelente historia.
Jogaço, realmente. Um dos melhores distribuídos/traduzidos pela Peach Princess.
Quem gostou, não deixe de jogar pelo menos um dos jogos da AngelSmile (sensacionais também) - Heart de Roommate, Private Nurse e Figures of Happiness (os dois últimos tem algo de fantasioso que não revelarei pra não spoilear)
(Eu acho os jogos da ZyX (e Trabulance) são muito fraquinhos, cara! Pra quem joga algo do nível desses jogos, aquelas personagens idênticas em sexromps tornam-se totalmente dispensáveis, hehehe)
Bah... Preferi a da Mizuki... Achei da Aeka um tanto quanto... você me entende(acho) Tbm sou de POA
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